O ESPERADO REENCONTRO
Glena e Uriel Hibrián viviam com sua mãe, Cássia Hibrián, em um pequeno chalé no campo, cercado de verdes campinas e montanhas azuis de pico prateado ao longe. Embora fossem pobres, eles eram felizes por se amarem e viverem em um lugar tão bonito e tranqüilo.
Os três cuidavam da horta e dos animais que era de onde tiravam seu sustento vendendo verduras e derivados de leite de cabra na feira do vilarejo e dessa forma nada lhes faltava.
Só havia uma coisa que faria aquela família mais feliz; reencontrar o pai que há anos partira para um país longínquo a procura de trabalho. A mãe sempre contava aos filhos que o pai era ambicioso e desejava dar uma vida melhor a família, por isso partira, para outro continente, para realizar tal desejo.
Glena desejava de todo coração rever o pai, dar-lhe um abraço e um beijo, pois já nem se lembrava de seu rosto. Mas o que ela mais queria, era que ele lhe contasse historias de conto de fadas para ela dormir, sempre sentira falta disso. Já Uriel não acreditava no que a mãe contava. Ele acreditava na teoria de que o pai, Seu Leon Hibrián, abandonara os filhos e a esposa por não os amar suficientemente. “Se ele nos amava de verdade nunca teria nos abandonado” era o que ele pensava.
Havia começado no vilarejo, um boato de que um homem rico estava procurando pelos filhos que há anos não via. Glena logo se encheu de esperanças, teceu mil razoes para que aquele homem fosse seu pai. Uriel tentou desencoraja-la dizendo que seu pai era tão pobre quanto eles, ma a garota refutava dizendo que o pai trabalhara muito tempo fora e que agora tinha ficado rico. Uriel rolava os olhos pra cima desacreditado.
Numa manha ensolarada, Uriel e Glena foram vender verduras e queijo sozinhos na feira, a mãe ficara lavando roupa, e chegando lá notaram que um senhor vestido com boas roupas e com um chapéu pomposo, ia de barraca em barraca pedindo alguma informação. Glena logo imaginou que aquele fosse o tal homem que procurava os filhos. O senhor se aproximou da barraca dos irmãos Hibrián e disse que queria perguntar uma informação. “pois não, senhor” disse Glena deixando transparecer sua excitação. O homem contou que procurava os filhos e a esposa de quem ele havia se separado por questões financeiras, e eu agora que agora que voltara para reencontra-los, já não se lembrava de onde moravam. “há tantos anos já! Mas de seus nomes jamais me esqueci. As crianças se chamam Uriel e Glena e a minha esposa...”
Glena saltou por cima da banca de verduras para o pescoço do senhor dando-lhe um apertado abraço, antes que ele terminasse a frase.
“Somos nós, meu pai. Glena e Uriel. Já não te lembra de nós outros?”
Aquele foi um dia de grande alegria, reencontrado o pai, já não havia razão para tristeza. Até Uriel que era cético quanto ao seu regresso se sentiu muito feliz, embora não demonstrasse tanto quanto Glena. A noite, após o jantar, conversaram por longas horas sobre tudo o que havia se passado nesses anos todos. O sono de chegou espontaneamente e Glena pediu para que o pai lhe contasse uma historia para dormir. Realizaria seu maior desejo!
Depois de pestanejar bastante, o pai contou, com grande pompa, a chatíssima historia de um herói de guerra que havia morrido por sua nação. Não era bem a historia povoada de bruxas, príncipes e princesas que a menina queria ouvir. Houveram momentos em que Glena nem entendeu as palavras difíceis que o pai dissera, se sentiu envergonhada por sua ignorância, mas feliz, por te o pai de volta. E assim dormiu.
No outro dia logo de manhãzinha, mãe e filhos se levantaram para cuidar da horta e tirar leite da cabra, AncaLarga. Acordaram o pai que dormia, solto, a ronca, para que ele os ajudasse a cuidar dos outros animais e , também, para consertar um pedaço da cerca que estava danificada.
“Receio, pequeninos, que não poderei lhes suprir em sua carência. Sou um homem rico agora, e jamais me prestaria a tal serviço braçal!” Dito isso, virou-se para o outro lado da cama e voltou a dormir. Todos acharam isso muito estranho, mas nada disseram.
Os dias foram se passando e o pai em nada ajudava nos afazeres domésticos e rurais. Uriel começou a notar isso com uma ponta de inquietação, e ao falar a cerca do assunto com a irmã, a explicação que ela encontrava era que agora ele já não precisava se submeter a esse tipo de trabalho, era rico e como tal não precisava trabalhar. Uriel disse algo como se, sendo eles filhos do pai, também eram ricos e também não precisavam trabalhar. Glena não deu importância ao que o irmão dizia. O êxtase de ter reencontrado o pai ainda não havia passado e ela, ao contrario do irmão, não se importava se o pai ajudava em algo ou não.
Dias depois enquanto Cássia fabricava queijo com a ajuda dos filhos, Leon e aproximou, como que a observar pessoas que faziam um trabalho desnecessário e, sem mais nem menos, fez o convite para que eles se mudassem para uma casa luxuosa e requintada na corte. “Vamos deixar o campo, as cabras, o queijo e vamos morar na civilização, que tal?” Glena mais que rápido aprovou a idéia e, a contra gosto de Uriel que apreciava muito a vida no campo, venderam tudo que possuíam e se mudaram.
O pai se desfez de quase todo o capital de que dispunha na compra de uma casa exageradamente grande, com dezenas de quartos de hospedes e com dois enormes jardins. “Um para o inverno e um para o verão!” exclamou o pai feliz, que era acompanhado por Glena na dose de satisfação.
“Fazemos parte da alta sociedade agora, Uriel, isso não é perfeito?” perguntou ela mais como uma exclamação, enquanto a mãe lhe escolhia um vestido florido e rosado para passearem no jardim frontal.
Uriel não estava gostando nada da idéia de terem mudado para uma casa tão grande, tampouco de fazer parte da alta sociedade. Com o dinheiro acabando como iriam se manter nela? se perguntava. Agora já não havia horta nem animais de onde tirarem seu sustento, “Quem é rico nunca deixa de ser rico, Uriel! E você não sabia disso?” murmurou Glena com um ar risonho na face, enquanto examinava uma ornamentadíssima escova de cabelos que estava sobre a penteadeira.
“Como você é ingênua, Glena” pensou Uriel. “Como você é ingênua!”
Glena e Uriel Hibrián viviam com sua mãe, Cássia Hibrián, em um pequeno chalé no campo, cercado de verdes campinas e montanhas azuis de pico prateado ao longe. Embora fossem pobres, eles eram felizes por se amarem e viverem em um lugar tão bonito e tranqüilo.
Os três cuidavam da horta e dos animais que era de onde tiravam seu sustento vendendo verduras e derivados de leite de cabra na feira do vilarejo e dessa forma nada lhes faltava.
Só havia uma coisa que faria aquela família mais feliz; reencontrar o pai que há anos partira para um país longínquo a procura de trabalho. A mãe sempre contava aos filhos que o pai era ambicioso e desejava dar uma vida melhor a família, por isso partira, para outro continente, para realizar tal desejo.
Glena desejava de todo coração rever o pai, dar-lhe um abraço e um beijo, pois já nem se lembrava de seu rosto. Mas o que ela mais queria, era que ele lhe contasse historias de conto de fadas para ela dormir, sempre sentira falta disso. Já Uriel não acreditava no que a mãe contava. Ele acreditava na teoria de que o pai, Seu Leon Hibrián, abandonara os filhos e a esposa por não os amar suficientemente. “Se ele nos amava de verdade nunca teria nos abandonado” era o que ele pensava.
Havia começado no vilarejo, um boato de que um homem rico estava procurando pelos filhos que há anos não via. Glena logo se encheu de esperanças, teceu mil razoes para que aquele homem fosse seu pai. Uriel tentou desencoraja-la dizendo que seu pai era tão pobre quanto eles, ma a garota refutava dizendo que o pai trabalhara muito tempo fora e que agora tinha ficado rico. Uriel rolava os olhos pra cima desacreditado.
Numa manha ensolarada, Uriel e Glena foram vender verduras e queijo sozinhos na feira, a mãe ficara lavando roupa, e chegando lá notaram que um senhor vestido com boas roupas e com um chapéu pomposo, ia de barraca em barraca pedindo alguma informação. Glena logo imaginou que aquele fosse o tal homem que procurava os filhos. O senhor se aproximou da barraca dos irmãos Hibrián e disse que queria perguntar uma informação. “pois não, senhor” disse Glena deixando transparecer sua excitação. O homem contou que procurava os filhos e a esposa de quem ele havia se separado por questões financeiras, e eu agora que agora que voltara para reencontra-los, já não se lembrava de onde moravam. “há tantos anos já! Mas de seus nomes jamais me esqueci. As crianças se chamam Uriel e Glena e a minha esposa...”
Glena saltou por cima da banca de verduras para o pescoço do senhor dando-lhe um apertado abraço, antes que ele terminasse a frase.
“Somos nós, meu pai. Glena e Uriel. Já não te lembra de nós outros?”
Aquele foi um dia de grande alegria, reencontrado o pai, já não havia razão para tristeza. Até Uriel que era cético quanto ao seu regresso se sentiu muito feliz, embora não demonstrasse tanto quanto Glena. A noite, após o jantar, conversaram por longas horas sobre tudo o que havia se passado nesses anos todos. O sono de chegou espontaneamente e Glena pediu para que o pai lhe contasse uma historia para dormir. Realizaria seu maior desejo!
Depois de pestanejar bastante, o pai contou, com grande pompa, a chatíssima historia de um herói de guerra que havia morrido por sua nação. Não era bem a historia povoada de bruxas, príncipes e princesas que a menina queria ouvir. Houveram momentos em que Glena nem entendeu as palavras difíceis que o pai dissera, se sentiu envergonhada por sua ignorância, mas feliz, por te o pai de volta. E assim dormiu.
No outro dia logo de manhãzinha, mãe e filhos se levantaram para cuidar da horta e tirar leite da cabra, AncaLarga. Acordaram o pai que dormia, solto, a ronca, para que ele os ajudasse a cuidar dos outros animais e , também, para consertar um pedaço da cerca que estava danificada.
“Receio, pequeninos, que não poderei lhes suprir em sua carência. Sou um homem rico agora, e jamais me prestaria a tal serviço braçal!” Dito isso, virou-se para o outro lado da cama e voltou a dormir. Todos acharam isso muito estranho, mas nada disseram.
Os dias foram se passando e o pai em nada ajudava nos afazeres domésticos e rurais. Uriel começou a notar isso com uma ponta de inquietação, e ao falar a cerca do assunto com a irmã, a explicação que ela encontrava era que agora ele já não precisava se submeter a esse tipo de trabalho, era rico e como tal não precisava trabalhar. Uriel disse algo como se, sendo eles filhos do pai, também eram ricos e também não precisavam trabalhar. Glena não deu importância ao que o irmão dizia. O êxtase de ter reencontrado o pai ainda não havia passado e ela, ao contrario do irmão, não se importava se o pai ajudava em algo ou não.
Dias depois enquanto Cássia fabricava queijo com a ajuda dos filhos, Leon e aproximou, como que a observar pessoas que faziam um trabalho desnecessário e, sem mais nem menos, fez o convite para que eles se mudassem para uma casa luxuosa e requintada na corte. “Vamos deixar o campo, as cabras, o queijo e vamos morar na civilização, que tal?” Glena mais que rápido aprovou a idéia e, a contra gosto de Uriel que apreciava muito a vida no campo, venderam tudo que possuíam e se mudaram.
O pai se desfez de quase todo o capital de que dispunha na compra de uma casa exageradamente grande, com dezenas de quartos de hospedes e com dois enormes jardins. “Um para o inverno e um para o verão!” exclamou o pai feliz, que era acompanhado por Glena na dose de satisfação.
“Fazemos parte da alta sociedade agora, Uriel, isso não é perfeito?” perguntou ela mais como uma exclamação, enquanto a mãe lhe escolhia um vestido florido e rosado para passearem no jardim frontal.
Uriel não estava gostando nada da idéia de terem mudado para uma casa tão grande, tampouco de fazer parte da alta sociedade. Com o dinheiro acabando como iriam se manter nela? se perguntava. Agora já não havia horta nem animais de onde tirarem seu sustento, “Quem é rico nunca deixa de ser rico, Uriel! E você não sabia disso?” murmurou Glena com um ar risonho na face, enquanto examinava uma ornamentadíssima escova de cabelos que estava sobre a penteadeira.
“Como você é ingênua, Glena” pensou Uriel. “Como você é ingênua!”
Autoria: Daniel Henrique Miguel Silva
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